O papa Bento XVI declarou nesta quarta-feira que o purgatório não é um lugar do espaço, do universo, "mas um fogo interior, que purifica a alma do pecado".
“Eles não são punidos, aqueles que se arrependem obtêm o perdão de Deus e vão entre as fileiras das almas que o contemplam”, afirmou o padre em aspas reproduzidas pelo jornal britânico. “Mas aqueles que não se arrependem e, portanto, não podem ser perdoados, desaparecem.”
De acordo com a Igreja Católica, o purgatório é reservado àqueles que morrem em estado de graça, destinados ao Céu, mas que ainda precisam de purificação final para se libertarem das consequências dos pecados veniais ou da pena temporal deixada por pecados perdoados.
Quem foi o papa que criou a doutrina do purgatório?
Quem mais difundiu a doutrina do purgatório foi o Papa Gregório Magno (papa desde o ano de 590 até 604). A convicção eclesiástica criou diversas formas de expressão na liturgia.
Alguns biblistas percebem a confirmação do purgatório nas palavras de Jesus em Mateus 5,25-26: “Põe-te depressa de acordo com o teu adversário, enquanto estás ainda em caminho (da vida) com ele; a fim de que teu adversário não te entregue ao juiz, e o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão.
Por que os evangélicos não acreditam no purgatório?
É que o purgatório não cabe na religião protestante, cuja doutrina não aceita a santidade humana. Para eles, todos os homens são profundamente pecadores e irão entrar no Céu ainda profundamente pecadores, com Deus olhando tão somente para a sua fé.
O purgatório é um estado temporário destinado à purificação das almas que estão a caminho do céu. Já o inferno é um estado eterno de separação completa de Deus, reservado para aqueles que morreram em pecado mortal sem arrependimento.
A noção de Purgatório é particularmente associada com o rito latino da Igreja Católica, também presente nas igrejas católicas orientais (embora muitas vezes sem usar o termo "Purgatório"); os anglo-católicos geralmente também acolhem essa crença.
Três anos, três meses e quinze dias. Assim, um bom cristão que vigia a si mesmo, que se aplica na prática da penitência e das boas obras, encontra-se sujeito a três anos, três meses e quinze dias de Purgatório.
Permitam-me contar-lhes uma famosa aparição de um Papa a uma santa. O Papa Inocêncio III morreu no dia 16 de julho de 1216. No mesmo dia, ele apareceu a Santa Lutgarda, no monastério de Aywières, região central da Bélgica.
As dores do Purgatório são comparadas ao fogo. Não é, porém, o fogo do inferno [3]; é o “fogo devorador” do próprio Deus (Hb 12, 29). De acordo com Santa Catarina, o fogo devorador refina o interior da alma no Purgatório, queimando as impurezas que se acumularam ao longo de uma vida de serviço irresoluto a Deus.
O ponto final da história depende apenas de um dixit do papa Bento XVI. Anunciou-se que o limbo deixaria de existir oficialmente numa sexta-feira, 4 de outubro de 2006, data em que o Santo Padre decretaria seu fim.
Quando o cristianismo se consolidou, o inferno passou a ser associado com a ideia de um lugar de punição eterna para os pecadores, onde o fogo eterno representava o sofrimento dos que se afastaram de Deus.
Papa Francisco disse que “gosta de pensar que o inferno está vazio”. Esta fala aconteceu ontem (14), durante uma entrevista ao programa de televisão italiano Che tempo che fa. "Isto não é um dogma de fé. Isto que direi é uma coisa pessoal: gosto de pensar que o inferno está vazio", declarou Francisco.
Foi no Concílio de Florença e de Trento que se desenvolveu a fé no purgatório. Na Bíblia, há algumas passagens que falam desse fogo que purifica (I Cor 3,15; I Pd 1,7). O segundo livro do Macabeus 12,46 fala de Judas, que ofereceu sacrifícios em expiação dos pecados de falecidos.
Todas as almas que estão no Purgatório já estão salvas para sempre: de lá, só há uma porta de saída, que é para o Céu. Mais cedo ou mais tarde, portanto, todas as almas do Purgatório irão para o Céu; e aqui está o que depende de nós, da nossa caridade e das nossas orações.
Porque os evangélicos não acreditam no purgatório?
Para ele, o purgatório vai contra a fundação do próprio protestantismo, pois nega a doutrina bíblica da justificação somente pela fé. “De acordo com a Bíblia, somos salvos de nossos pecados por confiar em Jesus Cristo como nosso Salvador.
Nas teses 14–29, Lutero desafiou as crenças comuns sobre o purgatório. As teses 14–16 discutem a ideia de que a punição do purgatório pode ser comparada ao medo e ao desespero sentidos pelas pessoas que morrem.
Santa Faustina Kowalska, a quem foi revelada a Divina Misericórdia, foi concedida por Deus visões do céu, do purgatório e do inferno, suas visões nos devem auxiliar a buscar a verdadeira amizade com Deus, sem demora, deixemos o pecado e retornemos a amizade com Cristo Jesus , nosso Senhor! 1.
Viram-se homens de uma grande virtude, santos, que passaram no purgatório, segundo o testemunho de revelações particulares, como as de Santa Brígida, Santa Teresa, Santa Margarida Maria e outras.
Até então, o purgatório era compreendido como um processo de salvação espiritual que fugia do que era normalmente convencionado pela Igreja. Segundo a pesquisa de alguns historiadores, a ideia de que o purgatório fosse um “lugar à parte” somente tomou forma entre os séculos XII e XIII.