Estudos recentes demonstram que a gravidez pode levar até a uma redução temporária da substância cinzenta, que é o grupo de neurônios que fica no nosso córtex cerebral, em áreas específicas do nosso cérebro, como o córtex pré-frontal, e em regiões envolvidas no processamento social e emocional.
“No blues puerperal, após o nascimento do bebê, pode ocorrer falta de ânimo, de energia, de prazer na realização das coisas e na rotina. Pode ocorrer também irritabilidade, aceleração do pensamento e falta de concentração.
Porque o corpo da mulher muda depois de ter filho?
A produção de hormônios se altera, o útero diminui, os seios aumentam, entre outras mudanças. Esse período é chamado de puerpério, e a gente convidou a doutora Nathalie Raibolt, ginecologista, especialista em doenças do colo do útero e sexualidade, pra falar mais sobre o tema.
O Hipocampo responsável pela memória reduz, enquanto o centro das emoções fica muito mais ativo. Quando nos tornamos mães, nosso cérebro passa por uma verdadeira metamorfose! Essas mudanças não apenas fortalecem o vínculo com nosso bebê, mas também nos tornam mais intuitivas e resilientes.
Legenda da foto, Pesquisas revelam que após o parto, o cérebro da mulher cresce e adquire maior plasticidade. Mas até mães e pais que não passaram por uma gestação experimentam mudanças cerebrais. Todos sabemos que o corpo da mulher passa por diversas mudanças físicas durante a gravidez e depois do parto.
Ana Crys Benício Lopes: O baby blues é um dos transtornos emocionais do ciclo gravídico puerperal. Ele é uma reação à condição do pós-parto, quando a gente observa (na paciente) um choro fácil, uma fragilidade emocional e até uma irritabilidade. É muito comum mães relatarem cansaço e sentimento de incompreensão.
Após o parto, é preciso adaptar-se a uma nova realidade, com diversas mudanças físicas, psicológicas e sociais. Esse período, chamado de puerpério, é marcado por vários questionamentos internos sobre como ser mãe, além de emoções à flor da pele e mudanças de humor.
Quanto tempo após o parto os hormônios voltam ao normal?
“O tempo para os hormônios voltarem ao 'normal' pode variar amplamente, dependendo se a pessoa amamenta ou não, o quanto amamenta e sua sensibilidade ao hormônio prolactina. Em casos em que há a amamentação, geralmente leva de alguns meses a até mais de um ano”, explica a médica.
Os níveis de estrogênio e progesterona também estão em alta durante a gravidez. Presume-se que essas alterações hormonais contribuam para o nevoeiro cerebral. E quando esses níveis caem após o parto, isso também pode contribuir para a amnésia materna.
Quando a vida da mãe volta ao normal após o parto?
Puerpério é o período após o parto em que o sistema reprodutivo da mulher retorna ao seu estado normal. Geralmente dura de seis a oito semanas e termina com a primeira ovulação e o retorno da menstruação.
Quanto tempo depois do parto os órgãos voltam ao normal?
Após uma semana, ele pode ser sentido logo acima da sínfise púbica (osso da região anterior da bacia), e na segunda semana, não é mais sentido no abdome. Ele demora de seis a oito semanas para retornar ao tamanho de antes da gravidez.
Durante o puerpério a mulher passa por muitas alterações hormonais, físicas e emocionais, sendo que nesse período é comum sintomas como sangramento vaginal, flacidez na barriga, cansaço ou mamas endurecidas, por exemplo.
A fase pós-parto, também conhecida como puerpério, é um período difícil devido às flutuações hormonais, mas, principalmente, por conta dos desafios de cuidar de um ser humano. O antes e depois de um parto são momentos em que os cuidados com a saúde mental devem ser redobrados.
Ela pode estar associada a fatores físicos, emocionais, estilo e qualidade de vida, além de ter ligação, também, com histórico de outros problemas e transtornos mentais. No entanto, a principal causa da depressão pós-parto é o enorme desequilíbrio de hormônios em decorrência do término da gravidez.
O bebê pode ser afetado com os sentimentos da mãe e o sinal que ele dá é o choro. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, estudou as relações entre comportamento e respostas psicológicas ao choro ou o chamado dos bebês.
O transtorno mental do período perinatal não se restringe apenas à depressão e outras doenças podem ocorrer nesse período. A depressão é mais frequente, de 15 a 20%, a ansiedade 16%, transtorno de estresse pós-traumático 4% e psicose pós-parto menos de 1%. Os homens também podem ser afetados.
Acontece, em primeiro lugar, devido às alterações hormonais e vasculares provocadas pela gravidez e depois porque a grávida está tão focada em tudo o que acontece no universo gigante de acontecimentos que a gravidez desencadeia que a atenção fica quase toda reservada para esse assunto. Mesmo que seja inconscientemente.
"O pós-parto é o período mais vulnerável na vida da mulher para o adoecimento mental, devido aos fatores psicológicos de ter de se adaptar a muitas situações diferentes como mudanças no corpo, mudança de rotina, de papel social, aumento de responsabilidades e acúmulo de tarefas.
Sensível ao ambiente, uma criança percebe as mudanças físicas da mãe e as alterações na dinâmica das relações dentro da família e pode antever o envolvimento da mãe com o novo bebê.
Qual é a fase mais difícil do puerpério? Segundo os especialistas, os primeiros dez dias são os mais complicados por conta da amamentação. A criança precisa aprender a fazer a pega adequada, a mãe precisa aprender a se posicionar bem. E, até que haja essa harmonia entre a mãe e o recém-nascido, é difícil.
A mãe do corpo vive no útero da mulher, aparece causando dor, prin- cipalmente, quando a mulher não se alimenta direito, então as veias se espalham e somente a benzedeira deve “puxar, ajeitar e colocar no lugar”, somente assim haverá a cura. Quando a dor está muito avançada, causa febre, como veremos adiante.
É normal uma perda de 5,5 Kg logo após o parto devido a saída do feto , placenta, líquido amniótico e involução uterina. Outros 4,5 Kg são eliminados nas 6 semanas seguintes, sendo cerca de 1,5 Kg na primeira semana pós-parto e 3,0 Kg nas outras 5 semanas.
O cérebro masculino muda depois que o filho nasce?
Segundo o neurorradiologista do Einstein, Edson Amaro Jr., a pesquisa indica que o cérebro masculino muda sim depois da paternidade. “As mudanças são principalmente notadas durante a educação da criança.
Uma especialista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (FMUSP), apontou, ainda, que é comum que esse hormônio acabe desencadeado um edema cerebral relativo, que é uma espécie de inchaço no cérebro. Isso acaba afetando a capacidade cognitiva de forma temporária.
Essa é uma solidão por deixarmos de ser a pessoa que éramos para nos tornamos outra. A mulher deixa de ser apenas filha e se torna mãe. Nossa cultura está pronta para receber as mulheres que estão vivendo o êxtase e o encanto da maternidade.