“Mesmo que não enxergue muito bem ao nascer, o bebê 'percebe' a mãe desde o início”, explica o pediatra neonatal Luiz Renato Valério, do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Além do olhar, esse reconhecimento, de acordo com o especialista, se dá também por meio do cheiro, da voz e do toque.
A ligação da mãe com o bebê pelo cordão umbilical vai além da física, tudo o que a mãe sente o bebê passa a sentir, criando uma conexão entre os dois, tanto positiva como negativa. Todas as emoções sentidas pela mãe fazem com que seu sistema nervoso libere algumas substâncias químicas na corrente sanguínea.
Quando chega o período em torno dos 7 meses, o bebê já começa a sentar, tem uma melhora ainda maior da visão, que já alcança objetos e pessoas mais distantes. Também é uma fase de apego maior à mãe, querendo estar sempre próximo e demonstrando maior falta quando está longe.
O bebê consegue reconhecer a mamãe por meio do seu cheiro, da sua voz e do seu rosto! Saiba mais sobre o assunto aqui. Uma pesquisa publicada na revista científica British Journal of Developmental Psychology descobriu que os bebês, desde recém-nascidos, preferem o rosto da mamãe quando comparado ao de outros adultos.
Quando o bebê começa a sentir os sentimentos da mãe?
Com a evolução da gestação, o bebê aprende a dar significado aos sentimentos maternos, e é por volta do terceiro trimestre da gravidez que ele começa a formar sua personalidade.
Outro estudo publicado neste mês descobriu que o estresse materno – mesmo antes da concepção – podem diminuir o comprimento dos telômeros dos bebês, uma estrutura composta do DNA localizada nas pontas de nossos cromossomos, responsáveis por proteger nossas células do envelhecimento enquanto elas se multiplicam.
Sim, o bebê reconhece a mãe pelo cheiro. Ele tem o olfato bem apurado, visto que esse sentido é desenvolvido ainda no útero. No momento em que está na barriga da genitora, a criança fortalece a capacidade de respirar e de sentir aromas.
Segundo Winnicott, o bebê dá os primeiros sinais de reconhecimento materno por volta da terceira semana de vida, quando passa a expressa que se sente seguro e amado.
As relações estabelecidas entre o mundo externo e o bebê são mediadas pela mãe. Durante a gestação, o bebê percebe os movimentos maternos e responde ao humor afetivo vivido pela mãe.
Até os 6 meses, o bebê reconhecia apenas a mãe, até pelo vínculo estabelecido da amamentação, mesmo que o pai seja ativo desde o nascimento do bebê. Nessa fase, o bebê passa a reconhecer o pai, o que pode iniciar a crise, que pode ser percebida como agitação e irritação, choro excessivo e alterações no sono e no humor.
A mãozinha vai aprender a pegar coisas, saber dar “tchau” e bater palmas quando ele tiver entre 10 e 12 meses. A capacidade de segurar a própria cabeça levará a outro importante marco: entre seis e sete meses, o bebê vai conseguir sentar-se sem apoio e, até os 16 meses, os pezinhos vão começar a caminhar pela casa.
Nos primeiros meses do bebê, sabemos quão desafiador é estabelecer uma rotina. E quando tudo finalmente parece começar a se ajeitar, surge a temida crise dos 4 meses, assim denominada por ser uma fase extremamente desafiadora tanto para os pais quanto para o pequeno.
Quando a mamãe está feliz, o bebê recebe hormônios como serotonina e endorfina, que são liberados pelo corpo da mãe e chegam até o bebê através do útero. Assim como a felicidade, quando a mãe está nervosa, estressada ou com raiva, o corpo libera cortisol e adrenalina, que também chegam até o útero.
Por volta das 19 semanas, o bebê já sente os toques da mãe e pode reagir com movimentos suaves, como empurrar mãos ou pés contra a barriga. Esse simples gesto pode ajudar a acalmar e fazer o bebê se sentir amado, fortalecendo o vínculo entre mãe e filho. 🥰🖐️ Como tem sido essa interação por aí mamães?!
Nos bebês com idade entre 7 e oito meses, também podem indicar o medo ou incômodo de ficar longe da mãe. É nessa fase que eles começam a ter consciência de sua existência como indivíduos, mas ainda se sentem inseguros em se separar das progenitoras.
Expressão de emoções: Crianças felizes tendem a expressar uma ampla gama de emoções, incluindo alegria, entusiasmo e até mesmo frustração de maneira saudável. Elas não têm medo de mostrar como se sentem e geralmente processam suas emoções de forma construtiva.
Segurar seu bebê pele a pele neste momento é uma das melhores maneiras de promover o vínculo. Após esse período, ainda é valioso praticar o contato pele a pele, pois ajuda a regular a frequência cardíaca e a respiração do bebê e libera oxitocina no cérebro da mãe.
“É por volta dos quatro meses que o bebê começa a reconhecer pessoas mais próximas e a perceber uma diferenciação entre ele e a mãe. Uma matriz única e indistinta para o desenvolvimento emocional da criança.
Como é a vida do bebe na barriga da mãe. Dentro da barriga o bebé está protegido do que se passa no exterior. A sua ligação com a mãe, o pai e o mundo exterior acontece ainda dentro da barriga da mãe. A verdade é que o bebé sente e absorve muitas coisas que acontecem no Mundo.
Durante a amamentação, é normal que o pequeno estabeleça contato com a mamãe através do olhar. No caso do autismo isso pode não ocorrer. A criança tende a não olhar fixamente para os olhos da mãe, como se não houvesse algo que despertasse curiosidade ali.
“Ele não tem percepção do que acontece, mas se sente muito bem”, garante Bento. Segundo o obstetra, o ato sexual promove uma vascularização na região pélvica da mulher. Com isso, o bebê recebe mais sangue e tem uma sensação boa e prazerosa.