“Os nativos são representados por Iracema, que era fictícia, e os portugueses, por Martim Soares Moreno, que era real”, acrescenta Maria Ednilza, que também coordena o projeto de extensão da UFC “Iracema: um retrato de Fortaleza”.
Iracema é uma típica heroína que representa o romantismo: espera o amado, se entrega a ele, fica com saudades, e morre por essa saudade. Iracema possui personagens históricos, ou seja, que realmente existiram e fizeram parte da História do Brasil.
Iracema (Amanda Richter) perdeu a noção do perigo! A moçoila se entregou a Antenor (João Cunha) antes de se casar com Jesuíno (José Wilker). O problema é que o coronel exigiu que ela fique virgem até a noite de núpcias.
O livro trata da história de uma índia, Iracema, que se apaixona por Martim (um guerreiro estrangeiro), mas Iracema não pode se casar com ele, pois guarda um segredo, o “segredo de jurema”.
Iracema pertence ao povo tabajara e é a filha virgem do pajé. Martim é aliado dos pitiguaras, inimigos dos tabajaras, e está perdido em território inimigo. O encontro entre os dois dá início a um romance que serve de lenda para contar o surgimento do Estado do Ceará.
Iracema é uma bela virgem tabajara, guardiã do segredo da jurema. É ela quem fabrica para seu pai, o pajé, a bebida sagrada de Tupã. Por isso, Iracema não pode entregar-se a homem algum, sob pena de perder a própria vida. Certo dia, ela encontra em meio à mata um estranho guerreiro branco: Martim.
Iracema acaba tendo o filho sozinha, e batiza a criança de Moacir, o nascido de seu sofrimento. Ferida pelo parto e pela tristeza profunda, o leite de Iracema seca; Martim chega a tempo de Iracema entregar-lhe a criança e falecer logo em seguida.
O amor que Iracema possuía por Martim, que a fez abandonar sua tribo e a sua família, é uma clara referência a submissão do índio ao colonizador português. Há quem diga que o nome Iracema é um anagrama para a palavra América. Assim, o amor de Iracema e de Martim significa a junção de dois mundos.
Sinhazinha foi mulher do coronel Jesuíno e sofreu nas mãos do marido. Vive um ardente e apaixonado romance com o dentista Osmundo. Descoberta pelo marido, é assassinada por ele a tiros junto com o jovem amante.
No final da história, Iracema morre ao dar à luz ao filho de Martim. A morte de Iracema pode ser interpretada de várias maneiras. Uma interpretação é que ela simboliza o fim da cultura indígena e o início da miscigenação no Brasil, representada pelo filho mestiço de Iracema e Martim.
Contradizendo drasticamente sua afirmação de que todas as suas músicas são histórias verdadeiras, Adoniran Barbosa não era filho único, e foi ao bairro do Jaçanã uma ou duas vezes na vida, e de carro. Ainda assim, Trem das Onze é seu maior e mais consagrado sucesso.
Esse tinha visto o estrangeiro sair com a virgem e agora queria matá-lo acreditando que Iracema havia se entregado ao estrangeiro, ela se opôs dizendo que não permitiria e assim Urapuã jurou matar Martim, e foi embora.
Martim é duplamente proibido para Iracema: primeiro, porque ela é consagrada a Tupã e deve permanecer virgem; segundo, porque ele é um inimigo de sua gente. Mas a força do amor é irresistível e Iracema se apaixona pelo inimigo e, por ele, abandona sua tribo e o acompanha.
Qual era o nome do cachorro que Martim ganhou de Poti?
Batuiretê dirige-se ao neto Poti, nobre guerreiro pitiguara, companheiro e amigo de Martim, que mais tarde foi batizado católico com o nome de Antônio Felipe Camarão.
O livro "Iracema" propaga como moral da história, o fato dos indígenas realizarem o que os europeus mandam. Tal situação pode ser evidenciada quando a índia Iracema é condizente em partir de sua terra com seu amado europeu.
a) Batuiretê é avô dos guerreiros pitiguaras Jacaúna e Poti, aliados do português Martim. É um velho índio muito sábio e respeitado, que, quando jovem, foi um excelente guerreiro e expulsou os inimigos tabajaras para o sertão do Ceará.
“Os nativos são representados por Iracema, que era fictícia, e os portugueses, por Martim Soares Moreno, que era real”, acrescenta Maria Ednilza, que também coordena o projeto de extensão da UFC “Iracema: um retrato de Fortaleza”.