As mães de menina, cedo ou tarde, podem acabar com ciúme da cumplicidade tão forte que pode existir entre pai e filha. Mas o que estaria por trás disso? “A princípio, todo bebê, independentemente do sexo, se identifica com a figura materna, que é seu primeiro objeto de amor”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano.
É normal que em algum momento da infância as crianças em geral demonstrem mais apego a um dos pais. Isso tende a ser passageiro e leve, de modo que não cause desconforto em nenhuma das partes. Mas, há um caso chamado de Complexo de Electra que, embora comum, requer um pouco de atenção.
Segurança e Conforto: As crianças buscam figuras que lhes proporcionam segurança e conforto. Se o pai ou os tios estão mais presentes em situações de cuidado, ou se envolvem em atividades que ela gosta, isso pode criar uma ligação mais forte.
As crianças sempre buscam no pai aquilo que falta na mãe e vice-versa. Normalmente as mães são mais carinhosas, mais amorosas, transmitem mais sentimentos. Já os pais, na maioria das vezes, são mais práticos e objetivos.
Assim, quando seu filho só quer o pai, isso pode ser uma manifestação dessa busca por individualidade, ou seja, a criança pode estar explorando sua relação com o pai como uma forma de afirmar sua identidade separada da mãe.
Por Que o Bebê Prefere a Mãe? - Paizinho, Vírgula!
Quem é o filho favorito dos pais?
Quem são os favoritos? O estudo, publicado na revista Psychological Bulletin, analisou dados de 19.469 participantes e descobriu que tanto mães quanto pais tendem a favorecer as filhas. Além disso, crianças organizadas e responsáveis também ganham pontos extras no ranking do favoritismo.
Como a relação de pais e filhos é baseada em afetos muito intensos, incentivar o Complexo de Édipo pode se tornar algo irresistível. Mas isso não é saudável. Quando esta preferência por um dos genitores é alimentada pelo pai ou mãe, é hora de prestar atenção se há algo errado na formação dos afetos dos próprios pais.
Uma criança muito apegada à mãe não é um PROBLEMA, é sinal de um vínculo emocional seguro e profundo. O VERDADEIRO problema é uma sociedade obcecada com a independência da criança muito antes de ela estar pronta para isso.
Já, na menina, o complexo de Édipo levanta uma suposição extra: como a menina elege o pai como objeto de investimento amoroso e abandona a mãe? Antes de a menina desejar ter um filho com o pai, precede uma longa pré-história.
O Complexo de Édipo pode ser entendido como um conjunto de desejos amorosos e hostis, que uma criança experimenta em relação aos seus pais. Em sua forma positiva, o complexo é semelhante à história do mito, ou seja, desejo da morte do rival que é a pessoa do mesmo sexo e desejo sexual pela personagem do sexo oposto.
O que é o complexo de Electra? O complexo de Electra é a etapa de desenvolvimento psicossexual envolvendo as meninas. De acordo com Jung, as meninas passam a se sentirem atraídas pela figura do pai em detrimento da figura materna.
Como a menina vê o pai? O pai é sua primeira referência do mundo masculino e modelo de como um homem deve ser e como deve tratá-la. Se o pai é bondoso, a trata bem e é um exemplo de virtudes, é provavelmente este tipo de homem que a menina procurará quando adulta para relacionar-se. O inverso também é verdade.
No Complexo de Electra, a menina desenvolve sentimentos de amor e rivalidade em relação à mãe e desejo pelo pai. Esses sentimentos são cruciais para o desenvolvimento psicológico saudável. Se resolvidos adequadamente, contribuem para a formação da personalidade e para a aceitação da identidade sexual.
Desenvolvimento Normal: É normal para crianças pequenas expressarem amor e afeto de forma repetitiva. Elas estão aprendendo sobre emoções e como comunicá-las. Dizer "eu te amo" pode ser uma forma de sua filha praticar a expressão do afeto e de procurar reforço emocional de que você está presente e a ama de volta.
O primeiro filho se parece mais com o pai ou com a mãe?
Os resultados mostram que meninos e meninas se parecem mais com sua mãe no primeiro ano de vida, mas que os meninos começam a se assemelhar mais com seu pai a partir dessa idade. Pelo contrário, as meninas continuam parecendo-se mais com sua mãe até completar seis anos, idade máxima das crianças analisadas no estudo.
O que significa quando uma criança fica grudada em você?
Pode se tratar de algo bem pontual, como um medo gerado por determinada fantasia ou insegurança diante de alguma situação delicada que esteja ocorrendo na família, na escola ou em outro contexto de convívio da criança. Também pode indicar um sintoma mais amplo, que diz respeito à relação com você.
Uma criança não rejeita um genitor sem motivos. É preciso que se busque um psicólogo para uma boa avaliação. Ser apegada à mãe não seria inesperado, mas REJEITAR o pai é de se chamar a atenção, mesmo que que seja em fase de latência.
Aos 6 e 7 meses, é comum identificar um apego e uma preferência pela mãe em relação a outras pessoas por parte do bebê. Isso é normal e não precisa ser um sinal de alerta.
Freud denomina este segundo caminho de complexo de masculinidade, que nas mulheres explicaria uma escolha homossexual manifesta. Se seu desenvolvimento seguir o terceiro caminho, a menina atingirá a atitude feminina normal final, tomando então o pai como objeto amoroso.
Quando uma mulher chega a pensar que é o desgaste de seu corpo que desliga o desejo do parceiro, ela frequentemente baixa os braços e considera que não há mais lugar para continuar representando o papel daquela de quem ele precisa para satisfazer os próprios desejos.
Olha, está tudo bem se você não ama o seu pai. Não sinta culpa por isso. Você não está só nesse sentimento, na verdade boa parte de nós tem sentimentos confusos sobre essa relação, mas se sente coagido demais pela sociedade para ter coragem de confessar.
Estudo da Associação Americana de Psicologia revela que pais têm filho favorito, geralmente filhas esforçadas e agradáveis. Traços como extroversão não influenciam, mas autonomia dos mais velhos sim.
Psicóloga: Na maioria dos casos, é provável que sim, pois uma vez que, socialmente, espera-se que os pais não façam distinção entre os filhos, a mãe, então, inconscientemente, mascara tal comportamento seu. Todavia, em alguns casos o favoritismo pode ser mais intenso, tornando-se consciente.
“Essa teoria se refere à ideia de que o filho do meio pode sentir que não recebe a mesma atenção em comparação aos irmãos. Porém, não há um estudo consolidado com evidências científicas”, explica a psicóloga Marcelle Alfinito.