O tratamento da espasticidade irá envolver uma equipe multidisciplinar, sendo que nas crianças com paralisia cerebral, as técnicas mais aplicadas são as terapias físicas, a aplicação de toxina botulínica, os medicamentos administrados por via oral, os métodos neurocirúrgicos e os bloqueios neurolíticos.
Remédios. Normalmente são utilizados remédios para espasticidade, como baclofeno ou diazepam, que ajudam os músculos a relaxar e aliviam os sintomas de dor, por exemplo. ...
Outras alternativas que podem ser utilizadas para reduzir a espasticidade seriam a aplicação de calor e frio durante períodos prolongados e massagens rítmicas profundas, aplicando pressão sobre as inserções musculares7.
A Espasticidade na Criança: As Principais Causas e os Tratamentos | Dr. Alexandre Canheu
Como quebrar a espasticidade?
Os tratamentos cirúrgicos para a espasticidade mais comumente utilizados são divididos em neurocirúrgicos e ortopédicos. Os tratamentos neurocirúrgicos mais comuns são a rizotomia dorsal e, eventualmente, as mielotomias e cordotomias, além da estimulação da coluna dorsal da medula espinhal2,7,12,15.
As principais causas de espasticidade são acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla e paralisia cerebral. Danos cerebrais hipóxicos ou traumáticos e danos da medula espinhal são menos frequentes, mas podem levar à espasticidade particularmente grave.
➡️Prática de esportes: natação, dança e ginástica podem ser benéficas para melhorar o tônus muscular e a coordenação motora. É importante adaptar as atividades de acordo com as necessidades e habilidades da criança, sempre com a supervisão de profissionais especializados.
A espasticidade às vezes pode ser útil. Por exemplo, se suas pernas estão fracas, um certo grau de rigidez nas pernas pode ajudá-lo a andar ou a se deslocar de uma cama para outra.
Tratamento de paralisia cerebral. A paralisia cerebral não tem cura e seus problemas duram toda a vida. No entanto, os sintomas da paralisia cerebral podem ser tratados e muito pode ser feito para melhorar a mobilidade e a independência da criança.
Os espasmos são geralmente causados por distúrbios cerebrais sérios. Muitas crianças que apresentam espasmos infantis também se desenvolvem de maneira anômala ou apresentam deficiência intelectual.
Pessoas com espasticidade descrevem seus músculos como rígidos, pesados e difíceis de mover. Quando a espasticidade é grave, pode ser muito difícil dobrar um membro. Um espasmo é uma repentina e involuntária contração muscular. Podem variar de leve a grave e ao longo do tempo, até durante um mesmo dia.
Espasticidade não tem cura, mas pode ser tratada. O tratamento pode incluir medicamentos, fisioterapia, injeções de Botox, e, em alguns casos, cirurgia para ajudar a melhorar a mobilidade e reduzir a dor.
Várias são as técnicas que auxiliam o fisioterapeuta na modulação do tônus patológico, entre elas estão a mobilização passiva, os alongamentos, a transferência de peso, a tomada de peso (ou pressão inibidora) e a co-contração (ou co-ativação).
A espasticidade muscular resulta de uma lesão no sistema nervoso central e cursa com o aumento de um reflexo num músculo ou grupo(s) muscular(es) por perda do controlo central que é feito pelo cérebro.
Quantos anos em média vive uma pessoa com paralisia cerebral?
Em um estudo realizado por esses autores, 99% de indivíduos com PC leve sobreviveram até 30 anos. Entre aqueles com quatro comorbidades graves, apenas 33% sobreviveram até 30 anos de idade.
Quais são as técnicas de fisioterapia para espasticidade?
Na espasticidade, é comum a aplicação de técnicas como a crioterapia. A medida consiste na aplicação de frio nos músculos para retardar os reflexos que provocam a contração. Também é possível a aplicação de calor, que reduz a dor pelo relaxamento temporário do músculo.
Inclusive o grau da espasticidade pode ser medido por meio da Escala Modificada Ashworth. Paciente com o nível 1 apresenta leves contrações. Já o nível 2 demonstra um ligeiro aumento na contração, juntamente com resistência a certos movimentos.
Várias atividades pedagógicas podem auxiliar no desenvolvimento do tônus muscular, desde a educação infantil, dentre elas pode-se citar o uso da massinha de modelar, escrever na areia, recortar e amassar papel, pintar, assim como a “Cama de Gato”, apresentada a seguir.
Como posso estimular o tônus muscular da minha criança?
O tônus muscular permite que uma pessoa mantenha a postura. Se uma criança tem problemas com o tônus, ela pode ter dificuldade em andar, controlar o pescoço, comer, falar e segurar objetos. Isso pode afetar várias atividades importantes do dia a dia. O desenvolvimento do tônus ocorre a partir da estimulação do meio.
Qual idade a criança inicia o amadurecimento do tônus?
Durante o primeiro ano de vida o tônus muscular varia de flexor (no RN a termo) para hipotônico (entre 6 e 8 meses), até atingir valores normais no fim do primeiro ano de vida.
A espasticidade relacionada à EM pode variar de rigidez leve a espasmos musculares dolorosos. O alongamento é uma das melhores maneiras de gerenciá-lo.
Indicação. O baclofeno é usado para reduzir e aliviar a rigidez excessiva e/ou espasmos nos músculos que podem ocorrer em várias condições tais como a esclerose múltipla, doenças ou lesões na medula óssea, e certas doenças cerebrais.
Uma opção de avaliação quantitativa da espasticidade que vem sendo estudada é a mecanomiografia (MMG), uma técnica não invasiva que, por meio de acelerômetros, capta vibração muscular e tem sido utilizada em diversos estudos para fornecer informações sobre sinais de vibração muscular (NOGUEIRA-NETO, 2005).