Como funciona o cérebro de quem tem paralisia cerebral?
A paralisia cerebral (PC), também conhecida como encefalopatia crônica não evolutiva (ECNE), se refere a um conjunto de problemas causados por uma lesão no cérebro imaturo, que leva a graus variados de alterações dos movimentos do tronco e dos membros, podendo também interferir na função sensorial e cognitiva.
Um equívoco corrente é o entendimento de que paralisia cerebral é o mesmo que deficiência intelectual. Na verdade, pessoas com paralisia cerebral não apresentam necessariamente deficiência intelectual. Há indicações na literatura específica de que muitas apresentam desempenho cognitivo bastante elevado.
O que acontece com uma pessoa com paralisia cerebral?
Em casos graves, há necessidade do uso de cadeira de rodas. Já as alterações cognitivas incluem problemas na fala, no comportamento, na interação social e no raciocínio. Os pacientes também podem apresentar convulsões.
O que acontece com uma pessoa que tem paralisia em relação ao sistema nervoso?
Paralisia cerebral varia de leve a grave. Sinais físicos de paralisia cerebral incluem fraqueza e hipotonia dos músculos, ou espasticidade e rigidez. Em alguns casos, doenças neurológicas (tais como retardo mental ou convulsões) também ocorrem em crianças com paralisia cerebral.
Quem tem paralisia cerebral pode voltar ao normal?
A paralisia cerebral não tem cura e seus problemas duram toda a vida. No entanto, os sintomas da paralisia cerebral podem ser tratados e muito pode ser feito para melhorar a mobilidade e a independência da criança. A meta é permitir que as crianças se tornem o mais independentes o possível.
O que é Paralisia Cerebral? | What's Cerebral Palsy?
Como funciona a mente de quem tem paralisia cerebral?
É importante ressaltar que os pacientes com paralisia cerebral podem ter desde alterações muito leves e localizadas, com inteligência praticamente normal (ex.: uma dificuldade isolada nos movimentos de um dos pés), até quadros em que o paciente não consegue sentar sozinho e é dependente para suas atividades cotidianas ...
Quantos anos em média vive uma pessoa com paralisia cerebral?
Em um estudo realizado por esses autores, 99% de indivíduos com PC leve sobreviveram até 30 anos. Entre aqueles com quatro comorbidades graves, apenas 33% sobreviveram até 30 anos de idade.
Quem tem paralisia cerebral tem direito a algum benefício?
Sim, pessoas com paralisia cerebral podem ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS), desde que atendam aos requisitos estabelecidos para a concessão do benefício.
As sequelas podem ser visíveis e envolvem problemas motores, visuais e de fala; ou invisíveis, como mudanças no comportamento, no jeito de ser, na forma de lidar com as emoções, além de alterações na memória, atenção, organização, solução de problemas.
Pode ser causada por situações como afogamento, estrangulamento, parada cardíaca, traumatismo craniano, envenenamento por monóxido de carbono, insuficiência cardíaca muito avançada, complicações anestésicas, entre outras.
As alterações da parte motora incluem, problemas na marcha (como paralisia das pernas), hemiplegia (fraqueza em um dos lados do corpo), alterações do tônus muscular (espasticidade caracterizada por rigidez dos músculos) e distonia (contração involuntária dos membros).
Como uma pessoa com paralisia cerebral se comunica?
Algumas crianças com PC desenvolvem a fala sem problemas, outras não têm uma fala clara ou esta só é inteligível pelos membros da família. Algumas tem disartria (movimentos orais imprecisos para a produção da fala) ou dispraxia (controle voluntário inconsistente), ou dificuldades na precisão dos movimentos da boca.
Quais as limitações de uma pessoa com paralisia cerebral?
A comunicação expressiva, receptiva e a habilidade de interação social podem estar afetadas na paralisia cerebral por distúrbios primários ou secundários. Entre as alterações comportamentais e mentais podem ocorrer distúrbios do sono, transtornos do humor e da ansiedade.
Tremores nas mãos, lentidão nos movimentos, perda de olfato, fraqueza muscular e distúrbios do sono são indícios menos comuns, mas também podem ser um sinal de que algo não está funcionando bem em nosso cérebro.
O botulismo é uma doença bacteriana grave, não contagiosa, causada pela ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, encontrada no solo, nas fezes humanas ou de animais e nos alimentos. A doença pode levar à morte por paralisia da musculatura respiratória.
Importante: Dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o Lúpus é uma das mais graves e importantes. Por isso, assim que surgirem os primeiros sintomas, procure atendimento médico especializado imediatamente.
Ter uma lesão cerebral não significa, necessariamente, ser acometido de danos intelectuais, mas em 75% dos casos as crianças com paralisia cerebral acabam sofrendo comprometimentos cognitivos.
Pode-se perceber que o impacto do diagnóstico da paralisia cerebral causa angústia, desespero, choque e medo do desconhecido. Participantes de outros estudos, também, referiram o impacto inicial como sendo um dos momentos mais difíceis no processo de adaptação à condição existencial da criança (Ribeiro et al., 2016).
O que acontece no cérebro de quem tem paralisia cerebral?
A paralisia cerebral é descrita como uma condição permanente que afeta o desenvolvimento do movimento e da postura. A doença é resultado de malformações ou lesões cerebrais que ocorrem durante o desenvolvimento do cérebro fetal ou infantil, até os 5 anos.
A paralisia cerebral não tem cura e por isso o tratamento segue por toda a vida do paciente. O tratamento deve ser focado no cuidado com a pessoa afetada com o objetivo de melhorar sua qualidade de vida.
Embora muitos indivíduos com paralisia cerebral possam levar uma vida ativa e até mesmo desempenhar suas funções profissionais, aqueles que têm a condição de forma mais severa e incapacitante podem ter direito à aposentadoria por invalidez.
Nove pessoas com paralisia grave ou total voltaram a andar após receberem estimulação elétrica em um grupo específico de neurônios. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Lausanne, e foi divulgado nesta quarta-feira pela revista Nature.