A biorremediação acontece quando microrganismos se aproveitam dos compostos orgânicos e inorgânicos e os utilizam como alimentação. As microbianas transformam os contaminantes em dióxido de carbono e água. Ou seja, além de tratar os rejeitos, já absorve as moléculas do próprio contaminante através da ação metabólica.
O que é a Biorremediação? A biorremediação é entendida como um processo que envolve degradação de produtos tóxicos, transformando-os em produtos não tóxicos. A remoção ou redução destes contaminantes tóxicos no ambiente pode ser entendida também como uma forma de biorremediação.
O conceito de fitorremediação envolve o uso de plantas hiperacumuladoras de metais pesados para remoção de poluentes em solos ou água. Este é um método essencialmente 'verde' e que tem a vantagem de ser uma técnica de baixo custo para remediação do solo, sem agredir o ambiente (Robinson et al., 1998).
A estratégia de biorremediação consiste na utilização de processo ou atividade biológica por meio de organismos vivos (micro-organismos e plantas), que possuam a capacidade de modificar ou decompor determinados poluentes, transformando, assim, contaminantes em substâncias inertes (Jacques, 2010).
A biorremediação é baseada em três princípios básicos: Disponibilidade do contaminante; Presença de algum micro-organismo com capacidade metabólica; Condições ambientais adequadas para o crescimento e atividade microbiana.
O que é BIORREMEDIAÇÃO | Processo BIODEGRADÁVEL para tratamento de águas ou solos contaminados
Quais são as técnicas de biorremediação?
A biorremediação pode ser feita de várias formas, como a fitorremediação, a bioventilação e a bioestimulação, por exemplo. A técnica mais adequada depende de fatores como o estado de contaminação, o agente poluente, o tipo de solo e muito mais.
Por utilizar organismos vivos e dependendo da técnica empregada, a biorremediação pode ser considerada lenta para realizar todo o processo de recuperação de uma área. Outra desvantagem está relacionada ao possível desequilíbrio ecológico da área.
Qual a diferença entre biorremediação e biodegradação?
Autores. A biodegradação refere-se à transformação de moléculas xenobióticas por microrganismos e a biorremediação refere-se ao uso de microrganismos para desentoxicar áreas contaminadas.
Biorremediação consiste no uso de microrganismos ou plantas para a limpeza ou descontaminação de áreas ambientais afetadas por poluentes diversos. Antigamente, as soluções encontradas para a reconstituição das áreas afetadas consistiam na coleta e retirada de material contaminado sem saber que destino dar a ele.
O processo de biorremediação é indicado para as fases dissolvidas e residuais de contaminantes. O pesquisador explica que nessas fases há maior eficácia, pois a alta concentração da fase livre pode ser tóxica até mesmo para os organismos.
A biorremediação pode ser realizada de duas formas: “in situ”, no local onde ocorreu a contaminação, ou “ex situ”, quando a porção contaminada do solo ou da água são levados para tratamento em outro lugar. Existem diversas maneiras de implementar a biorremediação nos processos agrícolas.
As espécies crotalária (Crotalaria juncea), feijão-de-porco (Canavalia ensiformis) e mucuna-preta (Stizolobium aterrimum) mostraram maior efetividade na fitorremediação de contaminantes distintos, aparecendo como agente mitigador da contaminação do solo em 5 dos 21 compostos estudados.
Há variadas técnicas de remediação do solo contaminado. Alguns exemplos são: biorremediação, escavação, oxidação química in-situ, remoção e destinação do solo, extração de vapores do solo, tecnologias térmicas, solidificação, atenuação natural, etc.
Por outro lado, plantas podem ser úteis na estabilização e fitorremediação de solos poluídos, atuando diretamente através do seu próprio metabolismo ou através de estimulação de rizobactérias indígenas (bactérias que colonizam o sistema radicular) que podem metabolizar esses poluentes.
Além disso, a biorremediação é uma alternativa mais econômica e sustentável em comparação com métodos químicos ou mecânicos de remoção de poluentes. Por isso, existem diferentes métodos e tipos de biorremediação usados dependendo do local e da extensão da contaminação.
A biorremediação acontece quando microrganismos se aproveitam dos compostos orgânicos e inorgânicos e os utilizam como alimentação. As microbianas transformam os contaminantes em dióxido de carbono e água. Ou seja, além de tratar os rejeitos, já absorve as moléculas do próprio contaminante através da ação metabólica.
Bactérias dos gêneros Bacillus, Pseudomonas, Rhodobacter e Achromobacter são exemplos de microrganismos capazes de degradar petróleo e seus derivados por um processo conhecido como biorremediação. Além das bactérias, fungos e plantas também são utilizados para remover ou degradar contaminantes ambientais.
Quais são as principais técnicas da biorremediação?
A biorremediação in situ envolve a remoção de poluentes no próprio local de contaminação, sem a necessidade de remoção do solo. Isso pode ser alcançado por meio de técnicas como atenuação natural, bioestimulação, landfarming, fitorremediação e bioaumentação.
Como um processo tecnológico, a biorremediação pode ser gerenciada para degradar ou converter poluentes químicos em estados inócuos ou reduzir seus níveis de concentração abaixo dos estabelecidos pelas autoridades regulatórias. De maneira geral, a biorremediação se aplica a solo ou água contaminados.
A biodegradação é um processo químico que acontece naturalmente através da ação de microrganismos, como bactérias e fungos, em condições adequadas de temperatura, umidade, luz, oxigênio e nutrientes. Este processo pode ocorrer de duas formas: aeróbica, na presença de oxigênio, ou anaeróbica, na ausência dele.
Qual a diferença entre biotecnologia e biorremediação?
A Biotecnologia surgi como um instrumento de fundamental importância para atingir as metas da sustentabilidade, a utilização de microrganismos como instrumento para o processo de remediação de ambientes contaminados para descontaminar ou reduzir o teor de poluentes é chamada de biorremediação.
A biorremediação intrínseca ou atenuação monitorada baseia-se no monitoramento da capacidade de biodegradação dos microrganismos nativos degradarem o contaminante, sem que haja o acréscimo de nutrientes ou qualquer adequação do ambiente.
A biorremediação surgiu em 1988. Na época, cientistas usaram micro-organismos para limpar poluentes e lixos tóxicos. Depois disso, pesquisas e experiências têm sido conduzidas para aplicar o conceito na recuperação de diversos tipos de poluentes.
A biorremediação envolve a utilização de microorganismos, de ocorrência natural (nativos) ou cultivados, para degradar ou imobilizar contaminantes em águas subterrâneas e em solos. Neste caso, geralmente, os microorganismos utilizados são bactérias, fungos filamentosos e leveduras.