Como a lepra era bastante visível e envolvia a deterioração ou corrupção do corpo, ela servia como excelente símbolo do pecado. O pecado corrompe a pessoa espiritualmente do mesmo modo que a lepra a corrompe fisicamente.
Para os hebreus a lepra, como era chamada, era considerada uma maldição, um castigo divino, citada inclusive pela bíblia. O estigma, a discriminação com a doença e com quem sofre a ação em seu corpo, foram construídos pela associação do termo lepra às deformidades causadas ao paciente.
Como era a vida de um leproso no Antigo Testamento?
Os leprosos não podiam aproximar-se das cidades e os lugares onde eles moravam; eram considerados impuros, como os cemitérios. Alguns afirmavam que, se cruzassem com um leproso, atirariam pedras nele e gritariam para ele: "Volta ao teu lugar e não contamines outras pessoas".
Embora sua origem seja incerta, a lepra foi conhecida desde os tempos mais remotos da antiguidade. As primeiras referências escritas datam de 2.400 anos antes da nossa era, no Egito e na Índia. A lepra se espalhou da Ásia para a África e a Europa por meio de trocas comerciais e invasões fenícias, gregas e romanas.
7 Satanás retirou-se da presença do Senhor e feriu Jó com uma lepra maligna, desde a planta dos pés até o alto da cabeça. 8 E Jó tomou um caco de telha para se coçar, e assentou-se sobre a cinza.
Preconceitos, traumas, mágoas... Sentimentos destrutivos que consomem a alma e são identificados como verdadeiras "lepras espirituais." Essas feridas, como tantas outras, precisam ser tratadas.
Ela ganhou a fama de uma mulher infiel, insana e ambiciosa por sugerir a seu marido, Jó, que amaldiçoasse a Deus. De acordo com um apêndice da Septuaginta, ela era uma mulher árabe. Segundo a Bíblia, Jó era um homem bom e honesto, que temia a Deus e se desviava do mal.
Balduíno IV (1161–1185), conhecido como o "Rei Leproso", foi o rei de Jerusalém de 1174 até sua morte em 1185. Ele foi admirado por seus contemporâneos e por historiadores posteriores por sua força de vontade e dedicação ao Reino Latino, mesmo enfrentando a debilitante lepra.
Além de doente e isolado, o leproso era considerado impuro diante da lei de Deus. Isso significava que não poderia adorar a Deus no templo junto das outras pessoas. Se alguém tocasse no leproso, era considerado igualmente impuro, logo, ninguém se aproximava dele.
Na Antiguidade hebráica, os portadores de qualquer manifestação dermatológica que apresentasse sintomas ou aspectos semelhantes à lepra eram declarados “imundus” pelo sacerdote e expulsos para “fora do acampamento” e suas roupas e paredes com “tsara´ath” eram queimadas ou destruídas, carregando-se as pedras e restos de ...
O leproso provocava medo, tanto porque a lepra era considerada muito contagiosa, como porque era considerada impura pela religião. Quem tocasse em uma pessoa leprosa era tido como impuro e em situação de pecado (cf. Lv 13). Por isso, o leproso que se aproxima de Jesus nem fala em ser curado.
Os leprosos eram separados da comunidade por temor de contágio e porque eram considerados “impuros”. A prescrição era cruel: durante todo o tempo em que durasse a lepra ele ficaria impuro e separado (Lv 13,45-46). Por isso, a maior angústia do leproso era pensar que talvez nunca mais pudesse retornar à sua comunidade.
Quando um hebreu apresentava esse tipo de sinal, devia ser levado ao sacerdote, que o examinava. Se os pelos da região das manchas tinham mudado de cor e se a pele apresentava uma depressão no lugar da mancha, o sacerdote declarava que se tratava de lepra impura, e a pessoa teria que ficar isolada dos demais.
Nos tempos de Jesus a lepra era a mesma coisa que a morte. Curar um leproso era tão difícil como ressuscitar um morto. Os sacerdotes tinham a função de "declarar puro" um leproso que tivesse sarado, mas não tinham o poder de "torná-lo puro", isto é, de curá-lo. A cura de um leproso era uma obra exclusiva de Deus.
A lepra afeta principalmente a pele e os nervos periféricos (nervos fora do cérebro e da medula espinhal). Surgem erupções cutâneas e protuberâncias características. Elas não provocam coceira. A infecção dos nervos provoca um entorpecimento da pele ou uma fraqueza muscular em áreas controladas por esses nervos.
Como a lepra era bastante visível e envolvia a deterioração ou corrupção do corpo, ela servia como excelente símbolo do pecado. O pecado corrompe a pessoa espiritualmente do mesmo modo que a lepra a corrompe fisicamente.
Acredita-se que a doença tenha surgido no Oriente e se espalhado pelo mundo por tribos nômades ou por navegadores, como os fenícios. Também conhecida como lepra ou mal de Lázaro, antigamente a enfermidade era associada ao pecado, à impureza, à desonra.
“Uma pessoa que ficar leprosa deverá vestir roupas rasgadas, andar com os cabelos despenteados, cobrir o rosto da boca para baixo e gritar: 'Impuro! Impuro! ' Enquanto tiver a doença, será considerada impura.
Contraditoriamente, Balduíno lutou como católico contra os muçulmanos, o que, na condição de leproso, não lhe teria sido permitido se vivesse no Ocidente.
O rei Balduino IV de Jerusalém com apenas 16 anos, gravemente afligido pela lepra , liderou uma força cristã em menor número contra as tropas de Saladino no que se tornou um dos combates mais notáveis das Cruzadas.
Jô Soares se casou três vezes e sempre foi discreto sobre sua vida íntima. O primeiro casamento foi com a também atriz Therezinha Millet Austregésilo (ela morreu em 2021). Os dois ficaram juntos de 1959 a 1979 e tiveram um filho, Rafael Soares, que faleceu em 2014, aos 50 anos. Rafael foi o único filho de Jô Soares.
A mulher de Jó foi muito injustiçada ao longo da história, não pela oração proferida, mas pelo verbo usado ao construir sua fala: amaldiçoa. Convenhamos que não é sinal de sabedoria, mesmo na época patriarcal, mandar alguém amaldiçoar a Deus.
Quanto tempo durou a prova de Jó? A bíblia não nos dá uma resposta, porém, como ele recebeu tudo em dobro, após ser aprovado, imagina-se que o sofrimento durou menos de ano. Jó viveu 140 anos após a prova.