Como é o comportamento de uma pessoa com epilepsia?
Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse “alerta” mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida.
Os pacientes portadores de epilepsia têm, potencialmente, condições de desenvolver alterações de ordem cognitiva e/ou psíquicas, seja pela multiplicidade de possibilidades de desenvolvimento do foco irritativo cerebral ou proporcional à diversificação de funcionalidade dos grupamentos neuronais.
Nessa condição, o indivíduo apresenta alguns sinais e comportamentos como: perda de consciência, queda, contrações e enrijecimento musculares, morder a língua, saliva excessiva, respiração intensa e, em alguns casos, até perda de urina e fezes.
As mudanças do humor com apresentação hipomaníaca, e acompanhadas de religiosidade importante podem estar geralmente associadas com atividade epiléptica no lado direito (Barczack e Edmunds, 1988; Byrne, 1988).
No século passado, surgiu o conceito de "personalidade epiléptica", descrita como um síndrome inter-ictal caracterizado por impulsividade explosiva, afeto viscoso (tendência a prolongar o contato com outras pessoas, sendo freqüentemente repetitivo e "pegajoso"), e egocentrismo (excessiva preocupação consigo mesmo).
Diferença entre convulsão e crise epiléptica | Coluna #134
A epilepsia afeta a mente?
A epilepsia com focos convulsivos no lobo temporal pode representar maior risco de desenvolver depressão, especialmente se as convulsões não estiverem controladas. A depressão é uma comorbidade particularmente comum e preocupante e seu tratamento é multifacetado, incluindo psicoterapia e uso de anticonvulsivos.
Parada comportamental (cessação do movimento e falta de resposta como a principal característica de toda a crise) Disfunção cognitiva (comprometimento da linguagem ou de outros domínios cognitivos ou características positivas como déjà vu, alucinações, ilusões ou distorções perceptivas)
Luzes Piscantes: Luzes que piscam rapidamente, como luzes estroboscópicas em boates ou festas, são gatilhos comuns para convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível.
Quais transtornos mentais a epilepsia pode causar?
Estima-se que um quarto ou mais dos pacientes com epilepsia apresente psicoses esquizofreniformes, depressão, transtornos de personalidade ou alterações da sexualidade (Cantilino e Carvalho, 2001). Tais alterações são crônicas e estão presentes entre os episódios de crise epiléptica.
Nos pacientes com epilepsia isso é fundamental para não ter piora com ansiedade e estresse. O paciente com epilepsia tem mais propensão à depressão e à ansiedade. O ponto mais relevante é assegurar que eles tem que se cuidar mas sem aumentar o nível de estresse deles”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
A pessoa com epilepsia pode ter crises focais, com perda do movimento de uma parte do corpo ou ter transtornos generalizados, com perda de mobilidade nos braços e nas pernas e de consciência. “O acompanhamento com o neurologista torna a vida mais saudável, reduzindo sequelas e riscos de morte.
Aproximadamente 70% das pessoas com epilepsia obtêm controle das crises com o uso de medicamentos e os 30% restantes não obtém controle mesmo com associação medicamentosa ficando à mercê das crises. O início das crises é mais comum em crianças e idosos, sendo uma das doenças que mais mobiliza o preconceito e estigma.
Quais são os sintomas psicóticos em pacientes com epilepsia?
Portadores de epilepsia são oito vezes mais propensos ao desenvolvimento de psicoses do que a população não enferma, uma vez que indivíduos com essa enfermidade estão mais suscetíveis a distúrbios psiquiátricos, cerca de 50%, sendo que 6% estão relacionados a psicoses.
A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores. Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse “alerta” mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente.
Complicações. As convulsões podem ter consequências graves. As contrações musculares intensas e rápidas podem causar lesões e, até mesmo, fraturas ósseas. A perda súbita da consciência pode causar acidentes e lesões graves provocadas pelas quedas e acidentes.
No entanto, a crise de epilepsia, ou crise convulsiva, pode ter diferentes sintomas de acordo com sua fase, podendo surgir confusão mental ou irritabilidade, na fase prodrômica que surge dias ou horas antes da crise, ou tontura, sensação de gosto amargo na boca, náuseas ou dor de estômago, que surge na fase de aura ...
1º A pessoa com epilepsia é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. Parágrafo único. O reconhecimento da condição de pessoa com deficiência se dará mediante avaliação biopsicossocial da pessoa com epilepsia, nos termos do § 1º do art. 2º da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.
Quando estamos assustados podemos ter sintomas físicos como o coração acelerado ou suar. Quando nos sentimos tristes, podemos chorar. Os sintomas das crises não epiléticas psicogénicas podem incluir palpitações (conseguir sentir os batimentos cardíacos), suor, boca seca e hiperventilação (respirar muito rápido).
Pacientes com epilepsia também apresentam TP mais graves, como o transtorno afetivo bipolar (TAB) e a esquizofrenia, cuja sintomatologia pode ser considerada semelhante àquela de pacientes sem epilepsia.
Em geral as epilepsias não costumam piorar outras doenças, exceto quando não tratadas adequadamente. Dentre as doenças que podem piorar estão a depressão, transtornos de ansiedade e distúrbios de memória e do sono.
Qual é o melhor exercício para quem tem epilepsia?
Baixo risco: Caminhada, corrida, atletismo, esportes de luta, esportes coletivos de quadra, dança e esportes de raquete. Médio risco: Ciclismo, ginástica olímpica, hipismo, skate, esqui, natação, canoagem, triathlon, tiro e levantamento de peso.
A inibição comportamental envolve sistemas executivos do cérebro que monitoram e supervisionam o comportamento em andamento, suprimindo escolhas e ações inapropriadas.
A crise de ausência é causada por uma descarga elétrica anormal no cérebro, que afeta temporariamente a atividade cerebral. Em alguns casos, essas crises podem ocorrer várias vezes ao dia e interferir na vida cotidiana da pessoa, afetando suas atividades escolares ou profissionais.
São os transtornos fóbico-ansiosos e outros transtornos ansiosos, o transtorno obsessivo-compulsivo, as reações ao estresse grave e transtornos de adaptação, os transtornos dissociativos, os transtornos somatoformes e outros transtornos neuróticos.