“São mitos, infelizmente, muito perigosos. A morfina controla dor, falta de ar. Ela não acelera óbito das pessoas”, ressalta o geriatra e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Marco Túlio Cintra, convidado do Saúde com Ciência desta semana.
A morfina pode acelerar a morte? A morfina não acelera a morte, trata-se de um mito comum a respeito do uso da medicação, por ser muito utilizada em tratamentos paliativos. A morfina traz mais conforto ao paciente com dor, diminuindo o desconforto por horas, inclusive em casos graves.
Baixas doses de morfina, conforme necessário, ajudam a reduzir a falta de ar em um paciente que não utiliza opioides. A morfina pode diminuir a resposta medular à retenção de CO2 ou à diminuição de O2, reduzindo a dispneia e diminuindo a ansiedade, sem causar depressão respiratória significativa.
Morfina pode matar ou acelerar a morte: Iniciada em doses baixas, sendo titulada de modo progressivo de acordo com a resposta do paciente de preferência iniciando com a apresentação de morfina oral de ação rápida não mata ou acelera o processo de morte, mas controla bem sintomas como dor, dispneia.
Quais são os sinais que a morte se aproxima nos pacientes paliativos?
A consciência pode diminuir. Os membros começam a esfriar e ganham uma coloração azulada ou com manchas. A respiração pode ficar irregular. Confusão e sonolência podem ocorrer nas últimas horas.
MORFINA | O que é, para que serve e efeitos colaterais
Quais os sinais de que a morte está próxima?
O Que Você Pode Esperar e Como Você Pode Ajudar
Tremores musculares ocasionais, movimentos involuntários, alterações na frequência cardíaca e perda de reflexos nas pernas e braços são sinais de que o fim de vida está próximo.
Como são as últimas 48 horas de vida de um paciente?
O que são as chamadas “últimas 48 horas de vida”? Na verdade, é a continuidade da evolução de sinais e sintomas associados a uma doença avançada e de caráter progressivo, apresentando disfunções orgânicas já irreversíveis, em um paciente com declínio funcional importante.
Como saber se um paciente com câncer está em fase terminal?
Os sintomas podem incluir falta de ar, sensação de plenitude ou pressão na cabeça, edema no rosto, pescoço e braços, tosse, dor no peito, vermelhidão facial e inchaço nas veias do pescoço. Se não for tratado, pode afetar o fluxo sanguíneo para o cérebro, provocando confusão, alterações na consciência ou até coma.
A sobrevida hospitalar mediana dos pacientes que receberam sedação paliativa não foi diferente daquela dos pacientes que não receberam sedação paliativa (mediana de 9,30; IC 95%, 7,51 a 11,81 dias vs. 8,2; IC 95%, 7,3 a 9,0 dias; p = 0,31).
O estertor é um forte indicador de que o doente está a morrer e ocorre entre 16 a 57 horas antes da morte [1,2]. Muitas vezes precede outros sinais como a cianose e afundamento da consciência.
O Zohar ensina que 30 dias antes de a pessoa morrer a alma começa a sair do corpo. A alma tem três aspectos ou níveis, chamados Nefesh, Ruach e Neshamá. Na hora da morte os dois níveis mais elevados deixam o corpo. O mais baixo, Nefesh, passa por um processo de até 11 meses para se desprender do corpo.
Devido aos efeitos moduladores da anestesia sobre o coração, administração de injeções de morfina induz o aparecimento de onda P positiva através de uma ação inibitória sobre a reentrância do nodo atrioventricular. Tudo sugere a presença de duas vias atrioventriculares, anatômica e funcionalmente distintas.
A sororoca (também conhecida como ruído da morte ou “death rattle”, em inglês) consiste em uma respiração ruidosa, causada pelo acúmulo de secreções no trato respiratório superior.
Durante o segundo e terceiro dias do alívio efetivo da dor, o paciente pode dormir por muitas horas. Isto pode ser mal interpretado, como efeito excessivo da dose do analgésico, ao invés de primeiro sinal do alívio da dor no paciente fatigado.
5. Ela seda o paciente: não é este o objetivo do uso da morfina. Entretanto, ela pode causar sonolência como efeito colateral. Trata-se de um efeito com o qual o corpo se acostuma e que também pode ser manejado com a redução de dosagem.
Quando o paciente começa a tomar morfina, quanto tempo de vida tem?
Não se deve utilizar somente “conforme necessário”. A morfina tem meia-vida curta, com início do efeito em 30 minutos, pico de ação em aproximadamente 1h e duração média de efeito analgésico de 4 horas (3 a 5 horas). Há formulações de liberação prolongada com ação de 12 horas, mas nem sempre disponíveis.
Enquanto está sedado, o paciente não sente nada. Ele não se mexe, não ouve, não fala, não sente dor e não tem desconforto. Esse grau de inconsciência é uma maneira de garantir seu bem-estar, facilitando a realização de procedimentos e diminuindo os traumas psicológicos relacionados à internação.
A agonia corresponde ao período que antecede a mor- te, caracterizado por um enfraquecimento progressivo das funções vitais. Geralmente corresponde à fase terminal da doença enquadrado num agravamento de novo, súbito ou progressivo sem causa reversível identificável.
Como são os últimos dias de uma pessoa com câncer terminal?
Por exemplo, em algumas pessoas em estado terminal de câncer, a energia, a funcionalidade e o conforto geralmente diminuem muito apenas nos últimos dois meses antes da morte. Durante esse período, a pessoa está visivelmente enfraquecida e o fato de que a morte está próxima se torna óbvio para todos.
Quanto tempo um paciente paliativo geralmente vive?
O lugar pode ser a casa da pessoa, a unidade de cuidados paliativos ou qualquer outra instituição, como uma casa de repouso. O cuidado do tipo paliativo é fornecido em alguns hospitais. Para obter cuidados paliativos, uma pessoa geralmente deve ter expectativa de vida menor que seis meses.
🗣 A Sororoca, (death rattle em inglês) também conhecida como ronco ou chocalho da morte é um termo muito comum no dia a dia hospitalar. Trata-se do som provocado pelo acúmulo de secreção na cavidade oral e vias aéreas, após a perda do reflexo da tosse e da habilidade de deglutir.
Entende-se por óbito evidente: Decapitação, Esmagamento completo de cabeça ou tórax, Seccionamento do tronco, calcinação ou carbonização, afogamento com mais de uma hora de submersão, estado de putrefação ou decomposição, estados de rigidez cadavérica ou livor mortis, Espostejamento.
Também existem casos em que a falta de apetite também deve ser vista com cautela. Ao final da vida, especialmente na semana anterior ao óbito, a perda de apetite é um acontecimento natural. Muitas vezes insistir para que o paciente coma pode causar problemas de digestão, náuseas e vômitos.